Aumento do volume mamário por meio de implante de silicone, com planejamento individualizado para respeitar a anatomia da paciente e alcançar resultado proporcional e natural.
A mamoplastia de aumento é um procedimento cirúrgico destinado a aumentar o volume das mamas por meio da inserção de implantes de silicone. É indicada para mulheres com hipomastia — desenvolvimento mamário insuficiente em relação à estrutura corporal — ou para aquelas que desejam restaurar o volume perdido após gravidez, amamentação ou perda de peso significativa.
A escolha do implante — tipo, volume, perfil e textura — é determinada durante a consulta, com base em medidas antropométricas da paciente, características do tecido mamário e das expectativas clínicas. Não existe uma prótese ideal universal; o planejamento deve ser individualizado.
O procedimento é realizado sob anestesia geral e, em média, tem duração de 1h30 a 2 horas. A via de acesso mais utilizada é a inframamária, que oferece visibilidade cirúrgica adequada e cicatriz discreta.
A avaliação clínica é indispensável para definir se a mamoplastia de aumento é a conduta adequada e qual a melhor abordagem técnica para cada caso.
A mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido e constrição da porção inferior da mama. O grau de acometimento varia entre as mamas e entre pacientes, e não se trata de uma cirurgia revisional: é uma indicação primária, já que a paciente nunca foi operada antes.
A correção combina a mamoplastia de aumento convencional com manobras técnicas adicionais específicas para essa anatomia — scoring glandular, reconstrução do sulco e, quando necessário, manejo da herniação areolar.
O procedimento segue etapas padronizadas, adaptadas às características individuais de cada paciente para garantir segurança e resultado previsível.
Antes da cirurgia, são realizadas marcações cutâneas com a paciente em pé. Define-se a localização do sulco inframamário, o trajeto de acesso e a posição do implante.
A incisão é realizada preferencialmente no sulco inframamário. A dissecção é conduzida para criar o espaço — subfascial ou submuscular — onde o implante será posicionado.
O implante de silicone é inserido e posicionado de forma simétrica, com verificação intraoperatória do resultado. O plano de posicionamento é definido previamente conforme a anatomia da paciente.
O fechamento das camadas é realizado em planos, com fio absorvível intradérmico. Aplica-se curativo compressivo e sutiã cirúrgico, utilizado nas primeiras semanas de pós-operatório.
Cada decisão do planejamento cirúrgico tem uma página própria, com detalhamento técnico completo.
Tipos de superfície, formato, perfil e projeção — como cada variável é escolhida.
Saiba mais →Subglandular, subfascial, submuscular e dual plane: onde o implante é posicionado.
Saiba mais →Inframamária, periareolar ou transaxilar: como o local da incisão é definido.
Saiba mais →Protocolo perioperatório que reduz dor e acelera o retorno às atividades.
Saiba mais →Características, graus de acometimento e correção cirúrgica dessa condição.
Saiba mais →O período de recuperação após mamoplastia de aumento é, em geral, bem tolerado. Desconforto moderado e sensação de peso nas mamas são esperados nos primeiros dias, controlados com analgesia oral.
O retorno às atividades cotidianas ocorre em torno de 7 a 14 dias. Atividades físicas de impacto são suspensas por 30 a 45 dias. O uso do sutiã cirúrgico é recomendado durante as primeiras semanas.
Os implantes passam por um processo de acomodação progressiva ao longo de 3 a 6 meses, período em que a mama adquire sua forma definitiva e a sensibilidade cutânea se normaliza.
O primeiro passo é uma consulta presencial para avaliação clínica, discussão de expectativas e planejamento individualizado do procedimento.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.