Redução do volume mamário com reposicionamento do complexo aréolo-papilar e ressecção do excesso de pele e glândula. Indicada para hipermastia sintomática com repercussão funcional e postural.
A mamoplastia redutora é o procedimento cirúrgico indicado para reduzir o volume das mamas em pacientes com hipermastia — condição em que o volume mamário excessivo causa sintomas físicos como dor cervical, dorsalgia, intertrigo inframamário, dificuldade respiratória e limitação de atividades físicas.
Além da redução volumétrica, o procedimento inclui a correção da ptose associada, com elevação e reposicionamento do complexo aréolo-papilar e remodelamento do contorno mamário. O resultado é uma mama de volume proporcional ao tronco, com melhor distribuição de peso e alívio dos sintomas funcionais.
A mamoplastia redutora pode ser coberta por planos de saúde quando há documentação adequada dos sintomas e falha de tratamento conservador, a critério de cada operadora e da regulamentação vigente.
A indicação da mamoplastia redutora é baseada na presença de sintomas funcionais documentados e na avaliação clínica individualizada.
A técnica mais utilizada é o padrão em T invertido (Wise), que permite ressecção volumétrica segura com reposicionamento adequado do complexo aréolo-papilar.
Realizada com a paciente em ortostatismo. Define-se a nova posição do complexo aréolo-papilar, os limites de ressecção glandular e o padrão de cicatriz (lollipop ou T invertido).
Remove-se o tecido glandular e adiposo em excesso, preservando o pedículo vascular que mantém a vitalidade do complexo aréolo-papilar. O volume ressecado é pesado e documentado.
O complexo aréolo-papilar é elevado e fixado na nova posição, preservado em pedículo dérmico ou glandular conforme a técnica empregada. A sensibilidade é preservada na maioria dos casos.
O parênquima remanescente é modelado para dar forma cônica à mama. O fechamento cutâneo é realizado em planos com fio absorvível intradérmico e curativo compressivo.
O pós-operatório da mamoplastia redutora exige atenção ao curativo e aos sinais de cicatrização. Edema, equimoses e sensação de peso reduzido são esperados nas primeiras semanas. O alívio dos sintomas funcionais costuma ser percebido rapidamente.
O uso de sutiã cirúrgico sem aro é indicado nas primeiras 4 a 6 semanas. O retorno ao trabalho, em atividades sem esforço físico, ocorre em 14 a 21 dias. Atividade física intensa é suspensa por 45 a 60 dias.
O resultado definitivo — forma, posicionamento e cicatriz — é avaliado entre 3 e 6 meses. As cicatrizes passam por processo de maturação ao longo de 12 a 18 meses.
A consulta presencial permite avaliar os sintomas, classificar o grau de hipermastia e definir o planejamento cirúrgico mais adequado para o seu caso.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.