Cirurgia de Corpo

Abdominoplastia

Ressecção do excesso cutâneo e adiposo abdominal com correção da diástase dos músculos retos abdominais. Indicada para pacientes com flacidez significativa de parede abdominal que não responde a tratamento conservador.

O Procedimento

O que é a Abdominoplastia

A abdominoplastia é o procedimento cirúrgico indicado para correção do excesso de pele e gordura na região abdominal, frequentemente acompanhada de diástase dos músculos retos abdominais. É a cirurgia de escolha para pacientes que apresentam abdome flácido após gestações, perda de peso significativa ou processo de envelhecimento.

O procedimento inclui a ressecção da pele e tecido adiposo em excesso, a plicatura da aponeurose dos músculos retos abdominais (correção da diástase) e o reposicionamento do umbigo. O resultado é um abdome plano, com contorno firme e cicatriz horizontal posicionada abaixo da linha do vestuário.

A abdominoplastia não é substituta da perda de peso. É indicada para pacientes que já atingiram ou estão próximos do peso ideal e desejam correção do excesso de pele que a atividade física não consegue eliminar. Quando há também depósito de gordura relevante em flancos, dorso ou face interna das coxas associado ao excesso de pele, a combinação em tempo único pode ser mais indicada — ver lipoabdominoplastia.

Informações Clínicas
  • Duração: 2 a 3h30
  • Anestesia: geral ou peridural
  • Internação: 1 noite
  • Retorno ao trabalho: 14 a 21 dias
  • Resultado definitivo: 6 a 12 meses
  • Cicatriz: horizontal suprapúbica, posicionada abaixo do biquíni
  • Inclui correção de diástase e neoumbilicoplastia
Indicações

Quem é Candidato

A indicação da abdominoplastia é baseada na avaliação clínica da parede abdominal, na qualidade do tecido cutâneo e no histórico do paciente.

Indicações Principais
  • Excesso de pele abdominal após gestação ou múltiplas gestações
  • Flacidez de parede abdominal após emagrecimento significativo
  • Diástase dos músculos retos abdominais com protrusão abdominal
  • Excesso de pele e adiposidade na região infraumbilical resistente à dieta
  • Estrias extensas na região abdominal inferior que serão ressecadas
Avaliação Pré-Operatória
  • Avaliação clínica da parede abdominal e grau de diástase
  • Análise da qualidade e quantidade do excesso cutâneo
  • Histórico de gestações e variações de peso relevantes
  • Planejamento do nível da cicatriz e posição do neoumbigo
  • Exames laboratoriais, avaliação cardiovascular e pré-anestésica
Técnica Cirúrgica

Como é Realizado

A abdominoplastia clássica combina três componentes técnicos: ressecção cutânea, plicatura muscular e neoumbilicoplastia, realizados em sequência coordenada.

01

Marcação e Incisão

A incisão suprapúbica é planejada para resultar em cicatriz oculta abaixo da linha do biquíni. O umbigo é circundado e preservado em pedículo para reposicionamento posterior.

02

Descolamento do Retalho

O retalho cutâneo é descolado da fáscia abdominal até o rebordo costal, expondo a musculatura subjacente e permitindo a avaliação da diástase.

03

Plicatura da Aponeurose

A diástase dos retos abdominais é corrigida por plicatura contínua da aponeurose na linha média, restaurando a tonicidade e o contorno da parede abdominal.

04

Ressecção e Fechamento

O excesso de pele é tracionado e ressecado, o umbigo é exteriorizado em nova posição e o fechamento é realizado em planos. Drenos são utilizados para prevenir seroma.

Recuperação

Pós-Operatório

A abdominoplastia tem pós-operatório mais exigente do que procedimentos menores. Nas primeiras semanas, o paciente deve manter postura semifletida para reduzir a tensão sobre a sutura. A deambulação precoce é incentivada para prevenção de trombose venosa profunda.

Os drenos são retirados quando o débito cai abaixo do limiar de segurança, geralmente entre o 3º e 7º dia. O uso de cinta abdominal é essencial por 4 a 6 semanas. Atividades físicas abdominais são contraindicadas por 60 dias.

O resultado definitivo é avaliado entre 6 e 12 meses, período em que a cicatriz completa sua maturação e o contorno abdominal se estabiliza completamente.

Cronograma de Recuperação
  • Dias 1–7: internação/repouso, cuidados com drenos e deambulação precoce
  • 3–7 dias: retirada dos drenos conforme débito
  • 2 semanas: revisão da ferida operatória
  • 3–4 semanas: retorno gradual às atividades cotidianas
  • 4–6 semanas: uso contínuo de cinta abdominal
  • 60 dias: liberação para atividade física progressiva
  • 6–12 meses: resultado e maturação cicatricial definitivos
Referências Bibliográficas
  1. American Society of Plastic Surgeons (ASPS). Tummy Tuck.
  2. Clavijo-Alvarez JA, Pannucci CJ, Oppenheimer AJ, Wilkins EG, Rubin JP. Prevention of venous thromboembolism in body contouring surgery: a national survey of 596 ASPS surgeons. Ann Plast Surg. 2011;66(3):228-232.

Agende sua Avaliação

A consulta presencial permite avaliar o grau de flacidez, a diástase muscular e definir o planejamento cirúrgico mais adequado para o seu caso.

Clínica Pelissari — Itajaí, SC  |  (47) 99208-5545

Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.