Cluster Mamoplastia de Aumento
Mamoplastia de Aumento · Caso Especial

Mama Tuberosa

Mama tuberosa (ou tubular) é uma malformação congênita do desenvolvimento glandular — não uma complicação de cirurgia anterior. A correção combina mamoplastia de aumento com manobras técnicas específicas para essa anatomia.

O Conceito

O que é a Mama Tuberosa

A mama tuberosa é uma malformação congênita do desenvolvimento da glândula mamária, caracterizada por base de implantação estreita, sulco inframamário elevado ou mal definido e constrição da porção inferior da mama — com frequência associada à herniação do complexo areolopapilar (a aréola e o mamilo "empurrados" para frente pelo tecido glandular constrito).

O grau de acometimento varia entre as mamas e entre pacientes, podendo ser unilateral (afetando apenas um lado) ou bilateral, e com diferentes combinações de déficit de volume, constrição da base e herniação areolar.

É importante diferenciar: mama tuberosa não é uma complicação cirúrgica nem resultado de uma cirurgia anterior malsucedida — é uma característica anatômica presente desde o desenvolvimento da mama, geralmente notada a partir da puberdade. Por isso, a correção é sempre uma indicação primária de mamoplastia de aumento, e não uma cirurgia revisional.

Características Clínicas
  • Base de implantação mamária estreita e constrita
  • Sulco inframamário elevado, mal definido ou ausente
  • Herniação do complexo areolopapilar em graus variáveis
  • Assimetria frequente entre as mamas
  • Pode ser unilateral ou bilateral
  • Indicação primária — não é cirurgia revisional
Classificação

Graus de Acometimento

A literatura de cirurgia plástica costuma classificar a mama tuberosa em graus, conforme a extensão da constrição e o déficit de tecido em cada quadrante da mama. A classificação orienta o planejamento cirúrgico, mas a avaliação individual em consulta é sempre determinante.

I

Grau Leve

Constrição limitada ao quadrante inferomedial, com déficit de volume discreto. Frequentemente corrigido apenas com implante e ajuste técnico simples.

II

Grau Moderado

Constrição envolve os quadrantes inferiores, com sulco inframamário mais elevado e maior deficiência de tecido na porção inferior da mama.

III

Grau Acentuado

Constrição envolve toda a base mamária, com herniação areolar mais evidente e menor quantidade de tecido próprio disponível para cobertura do implante.

+

Assimetria Associada

É comum diferentes graus entre as duas mamas na mesma paciente, exigindo planejamento cirúrgico individualizado para cada lado.

Abordagem Cirúrgica

Correção Cirúrgica

O tratamento combina a mamoplastia de aumento convencional com manobras técnicas adicionais específicas para a anatomia constrita.

Manobras Técnicas Envolvidas
  • Liberação e scoring radial do tecido glandular constrito
  • Rebaixamento e reconstrução do sulco inframamário
  • Manejo da base areolar quando há herniação do complexo areolopapilar
  • Escolha de implante e plano de inclusão compatíveis com a base estreita
  • Em casos mais acentuados, pode ser necessária abordagem estagiada (mais de um tempo cirúrgico)
Planejamento Pré-Operatório
  • Fotografias em múltiplos ângulos para documentar o grau de constrição
  • Avaliação individualizada de cada mama, mesmo em casos bilaterais
  • Discussão realista das limitações e possibilidades de cada caso
  • Definição conjunta se a correção será em um ou mais tempos cirúrgicos

Por se tratar de uma anatomia mais complexa que a hipomastia simples, a avaliação pré-operatória detalhada é ainda mais determinante para o planejamento cirúrgico e para alinhar as expectativas da paciente com o resultado alcançável.

Recuperação

Pós-Operatório

O pós-operatório da correção de mama tuberosa segue, em linhas gerais, o mesmo protocolo da mamoplastia de aumento convencional, com atenção adicional à região do sulco reconstruído, que precisa de tempo maior de estabilização.

O uso de sutiã cirúrgico ou faixa modeladora é recomendado por um período mais prolongado do que em casos de hipomastia simples, para apoiar a manutenção do novo contorno do sulco inframamário.

Como a base tecidual é mais constrita, o processo de acomodação do implante e definição do formato final pode levar mais tempo — a avaliação do resultado definitivo costuma ocorrer entre 6 e 12 meses.

Cronograma de Recuperação
  • Dias 1–7: repouso, curativo e analgesia
  • 2 semanas: retorno gradual às atividades leves
  • 30 dias: consulta de acompanhamento
  • 45 dias: liberação para atividade física de baixo impacto
  • 6–12 meses: resultado definitivo, com acomodação completa do sulco reconstruído
Referências Bibliográficas
  1. Grolleau JL, Lanfrey E, Lavigne B, Chavoin JP, Costagliola M. Breast base anomalies: treatment strategy for tuberous breasts, minor deformities, and asymmetry. Plast Reconstr Surg. 1999;104(7):2040-2048.
  2. Lozito A, Vinci V, Talerico E, et al. Review of Tuberous Breast Deformity: Developments over the Last 20 Years. Plast Reconstr Surg Glob Open. 2022;10(5):e4355.

Agende sua Avaliação

Cada caso de mama tuberosa tem um grau e uma combinação de características únicas. A avaliação presencial é o ponto de partida para um planejamento cirúrgico individualizado.

Clínica Pelissari — Itajaí, SC  |  (47) 99208-5545

Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.