Cluster Mamoplastia de Aumento
Mamoplastia de Aumento · Técnica

Planos de Inclusão

O plano de inclusão define onde o implante é posicionado em relação ao músculo peitoral e à glândula mamária — uma das decisões técnicas que mais influencia o resultado e a naturalidade do contorno.

O Conceito

O que é o Plano de Inclusão

Plano de inclusão é o termo técnico para a camada anatômica em que o implante é posicionado durante a mamoplastia de aumento. As opções variam conforme a quantidade de tecido próprio que cobre a prótese: apenas a glândula mamária, a fáscia do músculo peitoral, o próprio músculo, ou uma combinação entre eles.

A escolha do plano é determinada pela espessura de tecido subcutâneo e glandular da paciente ("pinch test"), pelo formato da mama antes da cirurgia e pelo resultado estético desejado — não existe um plano universalmente superior aos demais.

Essa decisão é tomada em conjunto com a escolha do implante e da via de acesso, formando o planejamento cirúrgico completo.

Fatores Considerados
  • Espessura do tecido subcutâneo sobre a mama (pinch test)
  • Volume glandular prévio da paciente
  • Presença de ptose leve associada
  • Tônus e espessura do músculo peitoral maior
  • Volume e perfil do implante já definidos
Tipos de Plano

As Opções Disponíveis

Cada plano de inclusão tem indicações, vantagens e limitações específicas.

01

Subglandular

O implante fica entre a glândula mamária e o músculo peitoral. Indicado para pacientes com tecido próprio suficiente para cobrir bem as bordas da prótese.

02

Subfascial

O implante é posicionado sob a fáscia do músculo peitoral, sem descolar o músculo em si. Oferece cobertura intermediária com recuperação semelhante ao plano subglandular.

03

Submuscular Total

O implante fica completamente coberto pelo músculo peitoral maior. Reduz a visibilidade das bordas da prótese em pacientes com pouco tecido próprio, mas tem recuperação mais lenta.

04

Dual Plane

Combina cobertura muscular no polo superior com contato direto entre implante e glândula no polo inferior — ver detalhamento abaixo.

Técnica Mais Utilizada

O que é o Dual Plane

Dual plane é uma técnica de posicionamento em que o músculo peitoral cobre o polo superior do implante, enquanto na porção inferior o músculo é liberado do sulco inframamário, permitindo que o implante fique em contato direto com a glândula mamária.

Essa combinação busca reunir vantagens dos planos submuscular e subglandular: cobertura muscular onde a paciente costuma ter menos tecido próprio (polo superior), e melhor adaptação da prótese ao formato natural da mama na porção inferior, onde o tecido glandular geralmente já oferece cobertura adequada.

Existem variações da técnica (frequentemente descritas como dual plane I, II e III), que diferem no grau de liberação do músculo em relação ao sulco inframamário e à borda inferior da aréola — a escolha entre elas depende do grau de ptose e da anatomia de cada paciente.

Quando é Indicado
  • Pacientes com hipomastia e leve ptose associada
  • Desejo de cobertura muscular no polo superior
  • Necessidade de boa adaptação da prótese ao sulco inframamário
  • Casos de mama tubular, combinado a manobras específicas — ver mama tuberosa
  • É uma das técnicas mais usadas tanto na mamoplastia primária quanto na cirurgia revisional
Definição na Consulta

Como o Plano é Definido

A escolha final é feita no planejamento pré-operatório, com base em exame físico detalhado.

Prós e Contras a Considerar
  • Cobertura x visibilidade: mais músculo cobre melhor as bordas, mas altera a dinâmica muscular
  • Recuperação: planos submusculares tendem a ter desconforto inicial maior
  • Naturalidade: planos com contato glandular direto podem seguir melhor o formato natural
  • Atividade física: planos submusculares podem gerar animação muscular visível em atletas
Perguntas para Levar à Consulta
  • Qual plano é mais indicado para a minha espessura de tecido?
  • Existe risco de "animação muscular" com esse plano no meu caso?
  • Como esse plano se relaciona com o formato e perfil do implante escolhido?
  • Esse plano muda algo no meu pós-operatório em relação a outros?
Referências Bibliográficas
  1. Tebbetts JB. Dual Plane Breast Augmentation: Optimizing Implant-Soft-Tissue Relationships in a Wide Range of Breast Types. Plast Reconstr Surg. 2001;107(5):1255-1272.
  2. Gould DJ, Shauly O, Ohanissian L, Stevens WG. Subfascial Breast Augmentation: A Systematic Review and Meta-Analysis of Capsular Contracture. Aesthet Surg J Open Forum. 2020;2(1):ojaa006.

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A definição do plano de inclusão ideal exige exame físico presencial. Agende uma consulta para discutir a técnica mais adequada ao seu caso.

Clínica Pelissari — Itajaí, SC  |  (47) 99208-5545

Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.