Toda cirurgia de mama deixa cicatriz — mas nem toda cicatriz evolui como deveria. Cicatriz hipertrófica, queloide, alargada ou com deiscência têm mecanismos e condutas diferentes. Avaliação individualizada com o Dr. Pablo Arruda para pacientes operadas por ele ou por outro cirurgião.
Após mamoplastia de aumento, redutora ou mastopexia, a cicatriz passa por um processo natural de maturação que se estende por 12 a 18 meses: inicialmente mais elevada e avermelhada, tende a amolecer e clarear progressivamente. Quando esse processo não segue o padrão esperado, surgem os quadros que motivam avaliação.
Cicatriz hipertrófica é elevada, endurecida e avermelhada, mas permanece contida dentro dos limites da incisão original — tende a melhorar com o tempo e responde bem a tratamento conservador. Cicatriz queloide é biologicamente diferente: cresce além dos limites da incisão, não regride espontaneamente e tem maior propensão à recidiva mesmo após tratamento.
Cicatriz alargada resulta da tensão mecânica sobre a linha de sutura durante a cicatrização, mais frequente nos trechos de maior tração, como o segmento vertical ou o ramo horizontal da incisão em T invertido. Já a deiscência é a abertura da ferida operatória — uma intercorrência do pós-operatório imediato, distinta dos problemas de qualidade da cicatriz que aparecem depois de meses.
Parte da evolução da cicatriz nos primeiros meses é esperada. Alguns sinais, no entanto, indicam que vale a pena uma avaliação presencial antes de considerar qualquer tratamento.
A conduta depende do tipo de cicatriz e do tempo de evolução. Nem todo caso exige cirurgia — parte é resolvida com manejo conservador conduzido de forma acompanhada.
Exame clínico para classificar o tipo de alteração — hipertrófica, queloide ou alargada — e definir se o quadro ainda está em maturação natural ou já indica tratamento ativo.
Placa ou gel de silicone, terapia compressiva, proteção solar rigorosa e, quando indicado, infiltração intralesional de corticoide para cicatrizes hipertróficas e queloides em fase inicial.
Indicada após maturação completa da cicatriz (em geral 12 meses): ressecção do segmento alterado e nova sutura com técnica de menor tensão, reduzindo a chance de recidiva do problema original.
Cicatrizes queloides têm maior tendência a recidivar mesmo após tratamento adequado — o acompanhamento pós-tratamento é parte do plano, não uma etapa opcional.
Após revisão cirúrgica da cicatriz, o cuidado local com o curativo e a proteção contra tensão na linha de sutura são determinantes para o resultado final.
O uso de fita ou gel de silicone costuma ser retomado assim que a ferida está fechada, e a proteção solar rigorosa da região deve ser mantida por pelo menos 12 meses — a exposição solar é um dos principais fatores que pioram o aspecto de uma cicatriz em maturação.
O resultado definitivo só é avaliado com a cicatriz totalmente madura, o que pode levar novamente de 12 a 18 meses após a revisão.
Se a cicatriz da sua mamoplastia ou mastopexia não evoluiu como esperado, a avaliação presencial identifica o tipo de alteração e define se o caso pede tratamento conservador ou revisão cirúrgica.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 21 de julho de 2026.