Colo marcado é o preenchimento do polo superior da mama, próximo ao esterno. Clivagem é o espaço entre as duas mamas. São queixas diferentes, mas que costumam mudar juntas: quando a prótese desloca para baixo, a mama perde o colo; quando desloca para os lados, a clivagem se abre. Avaliação e correção individualizada com o Dr. Pablo Arruda.
Colo marcado é o termo usado para descrever o preenchimento do polo superior da mama — a região logo abaixo da clavícula, próxima ao esterno. Quando esse polo superior está bem preenchido, a transição entre o tórax e a mama é suave e projetada, sem degrau visível. É um dos resultados mais buscados na cirurgia de prótese de silicone.
Clivagem é um conceito diferente: é o espaço entre as duas mamas. Clivagem estreita — mamas mais próximas uma da outra — é o resultado que a maioria das pacientes deseja. Clivagem aberta — espaço largo entre as mamas — é o que costuma gerar insatisfação.
Colo marcado e clivagem estreita não são sinônimos, mas costumam mudar juntos, pelo mesmo motivo: quando o implante se desloca dentro da loja cirúrgica, raramente se move em uma única direção. O deslocamento inferior (para baixo, também chamado de bottoming out) esvazia o polo superior e causa perda do colo. O deslocamento lateral (para os lados, em direção à axila) aumenta o espaço entre as mamas e abre a clivagem. Como as duas direções de deslocamento costumam ocorrer na mesma loja mal sustentada, é comum a paciente perceber os dois sinais ao mesmo tempo — mas são alterações anatômicas distintas, com mecanismos e correções específicas, tratadas cirurgicamente por meio de mamoplastia revisional.
Importante não confundir com a contratura capsular: lá, o implante sobe e endurece por espessamento da cápsula fibrosa ao redor da prótese; aqui, o implante se desloca dentro de uma loja cirúrgica com sustentação insuficiente. São mecanismos diferentes, embora ambos possam alterar a posição aparente do implante.
Perda de colo e clivagem aberta podem se originar já na cirurgia primária ou se desenvolver progressivamente nos anos seguintes, conforme a loja cirúrgica perde sustentação.
Perda de colo e clivagem aberta costumam ser progressivas e mais perceptíveis em determinadas posições ou ao longo dos meses após a cirurgia original.
Perda de colo e clivagem aberta exigem manobras cirúrgicas específicas para cada mecanismo — frequentemente combinadas no mesmo procedimento, já que costumam coexistir.
Exame clínico para diferenciar perda de colo (deslocamento inferior), clivagem aberta (deslocamento lateral) ou a combinação dos dois, mapeando a direção exata do deslocamento do implante.
Sutura interna da cápsula periprotética na região específica do deslocamento: inferior para restaurar o preenchimento do polo superior, medial para estreitar a clivagem.
Quando os dois quadros coexistem — o mais comum na prática — a capsulorrafia é realizada nas duas direções no mesmo tempo cirúrgico.
Conforme o caso, pode ser indicada a troca do implante por um volume ou perfil mais compatível com a anatomia da loja corrigida; em casos recidivantes ou quando a paciente opta por não manter o implante, o explante de silicone é uma alternativa a ser avaliada.
Após a capsulorrafia medial, o uso de faixa ou sutiã modelador é fundamental para manter o implante estável na posição corrigida durante a cicatrização.
Movimentos amplos dos braços e posições que tensionem a sutura interna devem ser evitados nas primeiras semanas. O retorno às atividades cotidianas ocorre em torno de 10 a 14 dias.
O resultado — colo redefinido e clivagem estreitada — é avaliado progressivamente ao longo de 3 a 6 meses, com acompanhamento para confirmar a manutenção da correção.
Se você notou perda do preenchimento na parte de cima da mama ou que o espaço entre as mamas aumentou após a cirurgia de prótese, a avaliação presencial identifica o mecanismo exato e define a correção adequada.
Conteúdo técnico revisado por Dr. Pablo Arruda — Cirurgião Plástico, CRM-SC 14032 · RQE 13037. Última revisão: 30 de julho de 2026.